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Lecciones

ISSN 2014-0576

Políticas e industrias culturales en América Latina

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As indústrias culturais na América Latina desempenham papel fundamental na conformação de suas culturas continental, nacionais e locais, ao lado da produção simbólica considerada como tradicional, até porque, como já apontou, entre outros, Martín-Barbero nos anos 1980, há intensas vias de comunicação e troca entre as esferas do massivo e do popular. No entanto, tais indústrias, sejam as fonográficas, as de audiovisual, as de edição etc, estão, majoritariamente, nas mãos de corporações privadas, algumas multi e transnacionais. Os poderes públicos, historicamente, têm evitado intervir nesses setores, a não ser como suporte, para não entrar em conflitos com os interesses empresariais. Poucas são as experiências de políticas de Estado voltadas para as indústrias culturais, apesar de ser por meio delas que se produz a maior parte da produção simbólica consumida no mundo contemporâneo. Ao contrário do que ocorre com a "cultura popular", campo privilegiado das políticas culturais governamentais, motivadas, na maioria das vezes, com a elaboração de discursos identitários. A lição que propomos é investigar as tensas relações entre as políticas de cultura e as indústrias culturais na América Latina, tanto em uma perspectiva diacrônica, quanto sincrônica, dando maior atenção às experiências brasileiras e mexicanas. O recorte destes dois países se justifica por suas fortes indústrias e mercados culturais.