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A comunicação em Moçambique e o contexto global de mobilização tecnológica. Por dois dias a língua portuguesa foi o idioma escolhido para debater comunicação na Universitat Autònoma de Barcelona (UAB)
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A Cátedra Unesco de Comunicação InCom UAB e o Programa de Doutorado em Meios, Comunicação e Cultura da mesma universidade realizaram nos dias 12 e 13 de julho o Seminário de Estudos Africanos em Comunicação. O objetivo era debater as pesquisas de doutorado que estão sendo desenvolvidas por professores da Escola Superior de Jornalismo de Maputo, Moçambique. A atividade também contou com a presença do doutor Moisés de Lemos Martins, professor da Universidade do Minho, Portugal.
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Moisés de Lemos Martins destacou a máxima de que onde está o perigo, está também o que salva

Além de comentar as apresentações feitas pelos quatro professores moçambicanos, Moisés Martins fez duas apresentações sobre conceitos relacionados à comunicação na contemporaneidade. No primeiro dia, sob o título Comunicação e Desenvolvimento – o papel dos meios de comunicação na sociedade em rede, o professor português fez reflexões sobre a importância da mobilização tecnológica para a consolidação da globalização e do mercado global. A ideia de mobilização foi usada aqui desde seu sentido bélico e está diretamente relacionada ao desenvolvimento do controle dos indivíduos. Utilizando conceitos de filósofos de diferentes momentos históricos, Moisés Martins falou sobre a centralidade do discurso na construção da razão ocidental e sobre como esse espaço vem sendo cada vez mais ocupado pelas emoções.

Apesar de que em muitos momentos pareceu ter uma perspectiva pessimista sobre a ascensão da técnica na sociedade contemporânea, o professor Moisés destacou a máxima de que onde está o perigo, está também o que salva. Assim, no segundo dia de atividades, deu continuidade ao debate sobre discurso, imagem, razão e emoção na apresentação nomeada Espaço Público, Cotidiano e Meios de Comunicação. O professor destacou que é preciso ter compromisso com a época em que se vive para que, desde uma perspetiva crítica da sociedade atual, se possa criar alternativas ao mundo que se apresenta. E para Moisés Martins a comunidade tem papel importante nessa busca, já que se diferencia da ideia relacionada aos tribalismos.


A comunicação em Moçambique

A comunicação em Moçambique foi o tema das apresentações dos quatro professores que estão desenvolvendo suas pesquisas de doutorado na Faculdade de Comunicação da Universitat Autònoma de Barcelona. A República e democracia recentes do país, bem como a liberdade de expressão foram os temas comuns de contextualização dos trabalhos realizados.

Leonel Simila e Alexandre Zavala falaram da rádio no país. Enquanto o primeiro pesquisa a emissora pública de Moçambique, o segundo se dedica às rádios comunitárias. Leonel busca compreender até que ponto a rádio nacional moçambicana contribui com o fortalecimento da cidadania no país e qual seu papel na formação da opinião pública. Em um país com diferentes grupos étnicos, a diversidade de línguas faladas, em um contexto com uma taxa de analfabetismo considerável, é um desafio para a emissora radiofônica que transmite programação nos idiomas dos três principais grupos étnicos. Já Alexandre tem como objetivo pesquisar como as rádios comunitárias podem contribuir com a participação da comunidade na gestão municipal. Em Moçambique existem dois tipos de rádios comunitárias, as criadas pelo Estado, que indica seus dirigentes, e as criadas por ONGs com apoio da Unesco. Para o professor moçambicano, um dos grandes desafios hoje é o debate em torno de uma conscientização da população acerca dos bens públicos e dos direitos dos cidadãos sobre eles. Além disso, o próprio processo de municipalização no país é recente, fazendo com que a relação entre população e município esteja ainda em processo de construção.

No segundo dia de apresentações, Eulalio Mabuie falou sobre a imprensa pública moçambicana fazendo um apanhado histórico desde o diário oficial, os jornais criados por descendentes dos colonos até os jornais independentes. O professor destacou os processos de censura sofridos pelo jornalismo no país e como as redações vão se reconfigurando no atual contexto de digitalização.

Por fim, Filipe Baloi fez uma exposição sobre a televisão pública de Moçambique e seu processo de digitalização. Criada em 1981, a audiência da atual TVM se reunia nos bairros para assistir à emissora já que grande parte da população não tinha o aparelho de televisão em casa. Dado que segue atual já que segundo o último censo de 2007 o acesso à televisão era de apenas seis milhões de pessoas. Filipe Baloi explicou sobre o atual funcionamento da emissora, o perfil dos conteúdos produzidos, o financiamento do canal e suas diferenças com as emissoras privadas, que têm uma preocupação muito menor com a representação da diversidade cultural do país.

O Seminário mostrou como os debates acerca da democracia, liberdade de imprensa e a presença da diversidade cultural nos meios de comunicação são importantes, ainda mais no atual contexto midiático onde a internet ganha cada vez mais espaço nas relações sociais.


Por Gabriela Marques Gonçalves (UAB)
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